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Jornada da Leitura
Resumo de aula · Jornada da Leitura

Preparação: metas SMART, escala de alcance, ativação e o manejo do impulso

Vídeo 12
Prof. Júlio Gonçalves · Disciplina Avaliação e tratamento das dependências tecnológicas · Vídeo 12

O paciente que quer mudar e não sabe como: metas SMART em vez de "parar", uma escala de cinco níveis para medir o alcance, os quadrantes em que a dependência se instala, a ativação que precede o humor, e o manejo do impulso com o elefante e o condutor.

Sobre este material

Material de estudo dirigido a psicólogos, escrito a partir dos slides do décimo segundo vídeo da disciplina, sobre a fase de preparação. Não havia transcrição.

É o vídeo mais denso da série de estágios: metas, escala de alcance, quadrantes do estado, ativação, o elefante e o condutor, e duas listas de ferramentas para o impulso. Os exercícios de regulação fisiológica estão descritos em termos gerais, sem instruções.

Como usarAbra as seções que quiser ler, marque o que pretende aplicar e responda o que fizer sentido. Tudo fica salvo neste aparelho — ninguém mais vê.
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O essencial
  • Preparação: "eu quero mudar, mas não sei bem como". O paciente está motivado, mas precisa de orientação prática. Pode ter tentado reduzir sem sucesso sustentado.
  • A meta é SMART, e não "parar". "Usar o computador por no máximo duas horas por dia nos dias de semana, a partir da próxima semana" tem específico, mensurável, atingível, relevante e prazo.
  • Cinco níveis de alcance, com a meta no meio. De menos dois (mais de três horas) a mais dois (zero horas e substituiu). O dia de duas horas e meia é um menos um, não um fracasso.
  • A dependência se instala nos quadrantes desagradáveis. Tenso ou desmotivado, a tela é a resposta. Seleção de atividades é o que ocupa esses quadrantes com outra coisa.
  • A ativação vem antes do humor. Atividades bem planejadas sobem primeiro; o humor pode cair no começo. É a fase crítica, e o paciente precisa saber disso antes.
  • O elefante obedece ao condutor enquanto quiser. Sistema 1 e sistema 2. Manejo do impulso é arranjar o caminho para o elefante, e não vencer o cabo de guerra.

Preparação: a ficha do estágio

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O terceiro estágio, na frase do paciente: "Eu quero mudar, mas não sei bem como."

  • Características: o paciente está motivado, mas precisa de orientação prática. Pode ter tentado reduzir o uso, mas sem sucesso sustentado.
  • Perguntas: se já pensou em alguma estratégia para reduzir o tempo de uso; o que acha que precisa para conseguir mudar; quais horários ou situações seriam mais fáceis para começar.
  • Intervenção: definir metas terapêuticas realistas (SMART) e planejar estratégias específicas: apps de bloqueio, agenda offline, substituições.

A terceira pergunta merece destaque: onde é mais fácil começar. Não onde é mais grave. O paciente em preparação já tentou e falhou; a primeira meta tem que ser a que ele consegue cumprir, porque o que está em jogo é a autoeficácia, e não as horas.

Metas SMART: em vez de "parar"

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O slide usa o modelo SMART: S (específica), "reduzir o uso de internet para três horas por dia"; M (mensurável), monitorado por registros diários; A (atingível), baseado no histórico do paciente; R (relevante), vinculada a valores pessoais; T (temporal), prazo definido, "até o final do mês".

E o exemplo que o slide destaca: em vez de simplesmente "parar de jogar", definir como meta "usar o computador por no máximo duas horas por dia durante os dias de semana", a partir da próxima semana. Repare no que essa formulação faz: tem número, tem dias, tem data de início, deixa o fim de semana fora (atingível) e admite uso (funcional). "Parar de jogar" falha em todos os cinco critérios e ainda entrega ao paciente uma meta que ele já não cumpriu sozinho.

O R é o que segura os outros quatro

"Vinculada a valores pessoais" liga a meta ao caminho sonhado do vídeo 11. Uma meta de duas horas que não está ligada a nada dura até a primeira noite ruim; uma meta de duas horas que existe para o paciente ter tempo de estudar para a prova que ele quer passar dura mais. Ao escrever a meta, vale escrever o para quê ao lado.

A escala de alcance da meta

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Níveis de alcance da meta
−2 mais de 3 hno dia −1 entre 2 e 3 h 0 até 2 h no diameta alcançada +1 até 1 h +2 0 h e substituiupor atividade saudável a meta está no meio, e não no topo o dia em que ele jogou 2h30 é um −1, e não um fracasso; o dia sem jogo só vale +2 se algo entrou no lugar
A escala dos slides para a meta de duas horas nos dias de semana. Cinco níveis em vez de dois (cumpriu, não cumpriu) mudam o que o paciente registra e o que o terapeuta consegue ver.

O slide seguinte apresenta os níveis de alcance da meta, uma escala de cinco pontos para a meta de duas horas. +2: jogou zero horas no dia e substituiu o tempo com atividades saudáveis. +1: jogou até uma hora. 0: jogou até duas horas, meta alcançada. −1: jogou entre duas e três horas. −2: jogou mais de três horas.

Dois detalhes fazem a escala funcionar. A meta está no zero, no meio, e não no topo: cumprir é o esperado, e não o máximo. E o +2 exige substituição, e não só abstinência: um dia sem jogar e sem fazer nada no lugar é um +1 no máximo, porque foi um dia em que o quadrante desagradável ficou vazio, e quadrante vazio é onde a recaída começa. Para o paciente, a escala muda o registro: em vez de "falhei" ou "consegui", ele anota um número, e o número de terça (−1) conversa com o de quarta (+1) de um jeito que "falhei" e "consegui" não conversam. Para o terapeuta, é a medida semanal da EMA (vídeo 7) já pronta.

Os quadrantes do estado e a ativação que precede o humor

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Onde a dependência se instala: os quadrantes do estado
ATIVO INATIVO CONTEXTO DESAGRADÁVEL CONTEXTO AGRADÁVEL irritado, nervoso, tenso, ansioso cansado, triste, desmotivado, infeliz esperançoso, motivado, feliz, entusiasmado calmo, relaxado, tranquilo, pleno tempo ativação humor fase crítica: pode haver queda no humor no início
À esquerda, os dois quadrantes desagradáveis são onde a dependência se desenvolve: a tela é o que a pessoa faz quando está tensa ou quando está desmotivada. À direita, a ativação planejada sobe antes do humor, e o humor pode cair no começo.

Dois esboços à mão. O primeiro cruza dois eixos: ativo e inativo, na vertical; contexto desagradável e agradável, na horizontal. Nos quadrantes desagradáveis: ativo (irritado, nervoso, tenso, ansioso) e inativo (cansado, triste, desmotivado, infeliz). Nos agradáveis: ativo (esperançoso, motivado, feliz, entusiasmado) e inativo (calmo, relaxado, tranquilo, pleno). A anotação do slide: é nos quadrantes desagradáveis que se desenvolvem os comportamentos de dependência. É a função, de novo: tenso, a tela baixa a ativação; desmotivado, a tela ocupa o vazio. E a meta de duas horas só se sustenta se esses dois quadrantes ganharem outra ocupação.

O segundo esboço é a lógica da ativação comportamental: duas curvas no tempo, ativação (atividades bem planejadas) subindo primeiro, e humor subindo depois, com uma fase crítica no início em que o humor pode cair. Depois, correlação positiva. A anotação: a seleção de atividades é extremamente importante para que essa correlação negativa inicial seja suprimida o máximo possível.

O que dizer ao paciente antes de começar
Que as primeiras semanas podem ser piores. Que ele vai fazer coisas que ainda não dão prazer, porque o prazer vem atrás da ação, e não na frente. E que a escolha das atividades é o que encurta essa fase: coisas que ele já gostou um dia, com gente, fora de casa, no horário em que ele jogaria. Quem não é avisado lê a queda inicial do humor como prova de que a mudança não funciona, e volta para a tela no terceiro dia.

Manejo da impulsividade: o elefante e o condutor

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Para o manejo do impulso, o vídeo usa a alegoria de Jonathan Haidt: o cérebro emocional (sistema 1) é um elefante; o cérebro racional (sistema 2) é o condutor. Os dois convivem bem. O animal obedece ao condutor, mas apenas enquanto estiver disposto. Quando concordam, tudo transcorre; e quando divergem? Se o elefante escolhe um caminho pela direita (acreditar em hipóteses) e o condutor quer ir pela esquerda (olhar as evidências), quem tem mais probabilidade de ganhar? No elefante do slide estão escritos os seus componentes: vieses de atenção, condicionamento, crenças, vieses de memória, emoções aprendidas.

O slide seguinte apoia a alegoria em Kahneman, Rápido e devagar. O sistema 1 é rápido, instintivo e emocional, guiado por experiências passadas e associações: velocidade (reage em milissegundos, útil em perigo), intuição (atalhos mentais e padrões) e erro potencial (vieses e reações impulsivas). O sistema 2 é lento, deliberado e analítico, entra quando é preciso planejar, decidir com complexidade ou corrigir o sistema 1: raciocínio lógico, autocontrole (freios às respostas automáticas) e esforço cognitivo (consome energia e cansa).

O que a alegoria ensina sobre estratégia

Se o condutor perde o cabo de guerra, a estratégia não pode ser "ter mais força de vontade". Tem que ser arranjar o caminho: tirar a tela de onde o elefante a acha, colocar a atividade onde o elefante passa, e dar ao condutor dez minutos de vantagem. É exatamente a lógica da lista seguinte. E vale lembrar, como o próprio Kahneman lembra, que os dois sistemas são uma metáfora útil, e não duas regiões do cérebro; o que importa para a clínica é a assimetria: o automático é rápido e barato, o deliberado é lento e cansa, e o ambiente decide qual dos dois ganha na maior parte das vezes.

Ferramentas para o impulso

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Ideias para o manejo do impulso

  • Bloqueio de apps: aplicativos como Forest, StayFocusd ou Freedom, para limitar tempo ou bloquear apps específicos.
  • Monitoramento de tempo de tela: Screen Time (iOS) ou Bem-estar Digital (Android), para acompanhar e revisar o uso diário.
  • Atraso voluntário da resposta: ao sentir vontade de usar ou gastar, esperar dez minutos antes de agir; nesse tempo, respirar, andar ou registrar o impulso. É a vantagem do condutor sobre o elefante: o impulso tem pico e queda, e dez minutos costumam bastar para a queda.
  • Limite de gasto diário: um teto por dia (o slide sugere vinte reais) e registro de cada compra em planilha ou app de finanças.
  • Registro de impulsos, sentimentos e motivos: anotar o momento do impulso, o gatilho emocional e o contexto num diário de autorregulação. É a EMA (vídeo 7) no nível do episódio.
  • Ambiente digital limpo: tirar atalhos de apps impulsivos da tela inicial, desativar notificações automáticas e deixar o celular longe ao fazer tarefas. É arranjar o caminho do elefante.

Exercícios de regulação fisiológica e distrativos

O último slide traz duas listas para o momento em que o impulso ou a ativação sobem. Na coluna de regulação fisiológica: respiração lenta com contagem (inspirar, segurar, expirar mais devagar, repetir); exercício físico regular (corrida, flexões, pular corda); mudança de temperatura; escaneamento corporal (atenção parte a parte, dos pés à cabeça, soltando a tensão); e estímulos sensoriais intensos (sabores fortes, cheiros marcantes, texturas). Na coluna de exercícios distrativos: contagens (regressiva de cem, de um em um, ou seguir o ponteiro dos segundos); quebra-cabeças ou jogos que dirijam a atenção para uma tarefa lúdica; vídeos ou programas engraçados (filmes repetidos ajudam, porque a previsibilidade dá sensação de controle); lista de gratidão; e aterramento (foco nos cinco sentidos no momento presente, segurar um objeto físico). O slide fecha: mindfulness pode ser uma boa pedida.

Duas observações
Primeira: as técnicas de regulação fisiológica são as de tolerância ao mal-estar da DBT; servem para atravessar o pico do impulso, e não para tratar o que o produz. Segunda: na coluna distrativa, "jogos e videogames" para quem tem dependência de jogos é a exceção óbvia; a lista é genérica e o terapeuta adapta. O critério para escolher é o quadrante: para o ativo-desagradável (tenso), regulação fisiológica; para o inativo-desagradável (desmotivado), distração ativa e, melhor ainda, a atividade planejada da seção anterior.

Lendo o vídeo em processos

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A preparação é o estágio em que a formulação vira plano, e o vídeo entrega cada peça do plano ligada a um nó.

  • A meta SMART é o comportamento-alvo, com o valor ao lado (R). Sem o R, é só um número.
  • A escala de alcance é a medida, e o +2 com substituição garante que a medida inclua a função, e não só a abstinência.
  • Os quadrantes são o mapa dos antecedentes: em que estado a tela entra. A ativação é a intervenção sobre o quadrante inativo-desagradável, com o aviso da fase crítica.
  • O elefante e o condutor são o modelo do controle: o automático ganha do deliberado, e por isso se intervém no ambiente e no tempo (bloqueio, ambiente limpo, atraso de dez minutos), e não na força de vontade.
  • As técnicas de regulação e distração são a resposta alternativa para o pico do impulso; escolhidas pelo quadrante, e não pela lista.

Na prática: meta com para quê, escala de cinco níveis, atividade planejada no horário da tela, ambiente arranjado contra o elefante, e uma técnica para o pico, ensaiada na sessão antes de ser necessária.

Levar para a prática
Para revisar — responda

1. Descreva a ficha da preparação: características, perguntas e intervenção.

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Características: motivado, mas precisa de orientação prática; pode ter tentado reduzir sem sucesso sustentado. Perguntas: se já pensou em estratégia para reduzir; o que acha que precisa para conseguir mudar; quais horários ou situações seriam mais fáceis para começar. Intervenção: metas SMART e estratégias específicas (apps de bloqueio, agenda offline, substituições).

2. Reescreva "parar de jogar" como meta SMART e explique o que cada letra acrescenta.

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Por exemplo: "usar o computador por no máximo duas horas por dia nos dias de semana, a partir da próxima semana, para ter tempo de estudar". S: número e dias, e não "parar". M: registro diário e escala de alcance. A: duas horas nos dias de semana, com fim de semana livre, com base no histórico. R: ligada ao valor (o estudo, o caminho sonhado). T: data de início e prazo de revisão.

3. Descreva a escala de alcance da meta e explique por que a meta fica no zero e o +2 exige substituição.

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+2: zero horas e substituiu por atividade saudável; +1: até uma hora; 0: até duas horas, meta alcançada; −1: entre duas e três; −2: mais de três. A meta no zero faz do cumprimento o esperado, e não o máximo, e dá espaço para registrar tanto o dia acima quanto o abaixo sem virar fracasso ou façanha. O +2 exige substituição porque um dia sem tela e sem nada no lugar deixa o quadrante desagradável vazio, que é onde a recaída começa.

4. O que os quadrantes do estado mostram sobre onde a dependência se instala, e o que a curva de ativação e humor acrescenta?

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Os quadrantes cruzam ativo e inativo com contexto agradável e desagradável; a dependência se desenvolve nos dois desagradáveis (tenso e desmotivado), porque a tela é o que baixa a ativação num e ocupa o vazio no outro. A curva mostra que, com atividades bem planejadas, a ativação sobe antes do humor, e que o humor pode cair no início (fase crítica); a seleção das atividades encurta essa fase, e o paciente precisa ser avisado dela antes.

5. Explique a alegoria do elefante e do condutor e o que ela implica para a estratégia de manejo do impulso.

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O cérebro emocional (sistema 1) é o elefante: rápido, automático, feito de vieses de atenção e memória, condicionamento, crenças e emoções aprendidas. O racional (sistema 2) é o condutor: lento, deliberado, cansa. O elefante obedece enquanto quer; num cabo de guerra, ganha. Logo a estratégia não é mais força de vontade, e sim arranjar o caminho: tirar a tela de onde o elefante a encontra, colocar a atividade onde ele passa, e dar ao condutor dez minutos de vantagem (atraso da resposta, bloqueio, ambiente limpo).

6. Pense num paciente teu em preparação. Qual seria a primeira meta SMART dele, em que quadrante a tela entra, e o que tu colocaria no lugar?

Ver critérios
Não há resposta certa. Uma boa resposta escolhe a situação mais fácil (e não a mais grave), escreve a meta com número, dias, data e para quê, identifica o quadrante (tenso ou desmotivado) em que a tela entra para esse paciente e propõe, para o mesmo horário, uma atividade que ele já gostou um dia, de preferência com gente e fora de casa, com o aviso da fase crítica. O erro comum é começar pela redução mais ambiciosa e deixar o horário da tela vazio.
Salvo neste aparelho

Referências

  1. Haidt, J. (2006). The happiness hypothesis: Finding modern truth in ancient wisdom. Basic Books.
  2. Kahneman, D. (2012). Rápido e devagar: Duas formas de pensar. Objetiva.
  3. Kiresuk, T. J., & Sherman, R. E. (1968). Goal attainment scaling: A general method for evaluating comprehensive community mental health programs. Community Mental Health Journal, 4(6), 443–453.
  4. Linehan, M. M. (2015). DBT skills training manual (2nd ed.). Guilford Press.
  5. Martell, C. R., Dimidjian, S., & Herman-Dunn, R. (2010). Behavioral activation for depression: A clinician's guide. Guilford Press.
  6. Miller, W. R., & Rollnick, S. (2023). Entrevista motivacional: Ajudando pessoas a mudar e crescer (4. ed.). Artmed.
Nota de métodoMaterial dirigido a psicólogos. É o décimo segundo vídeo de uma disciplina de pós-graduação; valores e programação de atividades vêm no vídeo 13.

Fonte. Este resumo foi escrito a partir dos slides do vídeo, sem transcrição da fala. Os quadros "o R é o que segura os outros quatro", "o que dizer ao paciente antes de começar", "o que a alegoria ensina sobre estratégia", as duas observações sobre as listas de técnicas e a seção final em processos foram desenvolvidos pelo autor do material a partir da lógica da disciplina. Os dois esboços à mão (quadrantes e curvas) foram redesenhados mantendo os elementos e as palavras.

Sobre as técnicas. Os exercícios de regulação fisiológica do slide (mudança de temperatura, estímulos sensoriais intensos) estão descritos em termos gerais, sem instruções de aplicação, por escolha editorial deste material; a fonte para o detalhe é o manual de habilidades da DBT, nas referências. A escala de alcance da meta segue a lógica do Goal Attainment Scaling (Kiresuk e Sherman, 1968), citado como respaldo; o slide não cita fonte. A alegoria do elefante é atribuída no slide a Jonathan Haidt, e os dois sistemas a Kahneman, e as duas obras estão nas referências; o material acrescenta a ressalva do próprio Kahneman de que os sistemas são metáfora, e não anatomia.

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